Sem dúvidas, a faculdade é um momento importante, mas o mercado de trabalho atual já deixou bem claro que ter uma formação acadêmica não é garantia de nada.
Em termos de experiência profissional, é possível que a faculdade não faça diferença, mas ela é uma etapa crucial na vida adulta.
O mercado demonstra todos os dias que a faculdade não é lá um grande diferencial. Você com certeza já ouviu falar no termo “micreiro”, usado para designar aquelas pessoas que entendem de softwares, mas não tem bagagem técnica ou teórica.
Há também os designers de formação, que apesar do canudo, não trazem consigo nenhum tipo de experiência e sequer conseguem externar o que aprenderam na faculdade.
E vemos os profissionais com experiência e portfólio invejáveis, mas que são formados em outras áreas que não tem nada a ver com design, muitos sequer são formados.
Com isso só podemos concluir que não é a faculdade que faz o profissional, e sim o contrário. Dependendo da dedicação aplicada, a pessoa pode se tornar um bom designer utilizando tudo o que a formação pode oferecer, sem ter pisado de fato em uma faculdade.
A resposta para essa pergunta (se o designer precisa de faculdade) não é simples, e depende muito da realidade e da personalidade de cada um.
Veja abaixo as principais opções que você tem à disposição quando decide aprender:
Faculdade: A faculdade ainda é o modelo de ingresso mais indicado e mais seguro. Você tem como vantagens o ambiente acadêmico, a orientação e tutoria de professores capacitados além da vantagem competitiva que o canudo ainda oferece em corporações, principalmente multinacionais.
Curso técnico: Os cursos técnicos têm uma duração menor do que os cursos de nível superior e tem foco em capacitar para uma profissão específica.
Diferente da faculdade, que traz uma abordagem ampla que permite você se posicionar em diferentes mercados, o curso técnico tem foco na capacitação profissional, você aprende uma habilidade específica voltada para uma função específica (webdesign, computação gráfica, arte-final, ui, ux, etc).
Autodidata: O ingresso através do estudo autodidata é mais difícil, mas ainda o mais comum. Proporciona um aprendizado direcionado às necessidades específicas e muitas vezes se restringe ao aprendizado estritamente prático (se aprende enquanto trabalha).
Então qual é o melhor?
Antes de responder esta questão, você precisa fazer algumas perguntas a si mesmo(a):
Qual é a carreira que você quer seguir dentro do Design?
A evolução tecnológica e do próprio design tem ramificado cada vez mais as possibilidades de carreira dentro da área.
Vivemos na era das nanoempresas e do conhecimento especializado, onde um indivíduo pode se especializar em um nicho bem específico e garantir exclusividade no mercado.
A divisão que antes era apenas entre design gráfico, design de produto e web design hoje tomou proporções muito maiores. Service design, business design, design thinking, UX, UI, product design, entre outras, estão entre as inúmeras alternativas.
Nem todas as áreas do design são dependentes de um emprego formal, que tem as suas exigências de formação e toda a tralha burocrática.
Você pode ser um freelancer e trabalhar a partir do seu escritório em casa. Isso vai depender do quão bom você é no que faz e na sua capacidade de se posicionar no mercado competitivo.
Além da grande quantidade de carreiras, você também vai encontrar possibilidades muito diversas de formação, da faculdade a cursos tecnólogos e técnicos com duração que varia de 1, 2 até 4 anos.
Como você pretende aprender?
Isso depende diretamente da sua personalidade, disciplina e capacidade de organização. Devem ser considerados também os fatores demográficos e sociais.
Você é capaz de se dedicar verdadeiramente a aprender algo novo sozinho? Se sim, talvez você possa estudar por conta própria.
Se você tem facilidade no aprendizado autodidata e mergulha de cabeça quando quer aprender algo novo, pode tirar o melhor proveito possível de uma formação acadêmica, mas também pode aprender muito sozinho, pesquisando, lendo e através de cursos online.
A maioria das pessoas que aprende uma profissão de maneira autodidata acaba sofrendo pela deficiência no direcionamento do estudo e pela falta de bagagem teórica e conceitual além das questões motivacionais e de foco.
Por outro lado, desenvolve mais facilmente habilidades práticas que também são fundamentais. Requer dedicação e principalmente consciência em buscar fontes de conhecimento que possibilitem um aprendizado completo.
Como você pretende adquirir experiência e prática?
A formação tradicional vai gradualmente perdendo a importância quando você se aprofunda na experiência e na prática, mas é extremamente importante que você se mantenha informado e atualizado sobre as tendências da sua área.
É claro que a formação acadêmica, quando bem aproveitada, pode trazer frutos muito bons em termos de experiência e prática. Por outro lado, o profissional que já possui estrada e já conhece muito bem esses dois ingredientes também pode usufruir de tudo o que uma faculdade pode oferecer.
Mas e se você já tem uma formação acadêmica que não é especificamente na área de design? Você pode aproveitar o conhecimento que adquiriu na faculdade, seja ela de Marketing (que é o meu caso), Publicidade e Propaganda, Programação, entre outras, e buscar o conhecimento e a prática da área de design, por que não?
Uma coisa você precisa ter em mente:
No mercado de trabalho, não adianta teoria se você não tem prática e um bom portfólio.
No final das contas, é uma escolha pessoal
Apesar de todos os pontos levantados, fazer ou não fazer uma faculdade é uma escolha pessoal.
Se você já fez um curso superior e está pensando em entrar para esta área, pode ser bem cansativo ter de recomeçar tudo de novo.
Se você não tem condições de investir em uma faculdade ou mesmo tempo para se dedicar e ingressar em uma pública, pode ser mais atrativo fazer um curso técnico ou tecnológico para pegar uma formação mais específica.
Agora se você tem força de vontade e acima de tudo quer aprender por conta própria uma nova profissão que atenda às suas necessidades de vida, estudar por conta própria pode ser uma saída mais interessante